Elis Regina


PIMENTINHA GENIAL
Elis ReginaNão tinha 20 anos quando arrebatou o Brasil ao interpretar Arrastão, de Edu Lobo e Vinicius de Moraes. Aconteceu no I Festival de Música Popular Brasileira, da TV Excelsior, em 1965. Considerada entre as maiores cantoras de todos os tempos, imortalizou inúmeras canções: Como Nossos Pais, de Belchior; Romaria, de Renato Teixeira; Travessia, de Milton Nascimento; Águas de Março, de Tom Jobim. As interpretações apaixonadas, o temperamento explosivo e a morte prematura, aos 36 anos, fizeram dela um mito. Gilberto Gil definiu:

“Sua voz será de todas as canções, sua alma de todos os corações.”

Graças à vida
Elis gravou os melhores compositores ou transformou em obras-primas canções banais de compositores medianos. Para festejar 10 anos de carreira, gravou com Tom nos Estados Unidos, o histórico Elis & Tom. Em 1976, o show Falso Brilhante levou ao Teatro Bandeirantes, em São Paulo, mais de 280 mil pessoas em 257 apresentações. O show Transversal do Tempo, de 1977, excursionou por capitais brasileiras, pela Itália e Espanha.

Em 1979, gravou de Aldir Blanc e João Bosco O Bêbado e a Equilibrista, que virou “hino da anistia”. Estreou Saudades do Brasil, misto de teatro com música, onde falava da cultura brasileira.

A dedicação à produção do show Trem Azul ocupou Elis durante 1981. Cheia de planos, na manhã de 19 de janeiro de 1982 morreu em seu apartamento em São Paulo, vítima de overdose de cocaína. Uma camiseta com a bandeira brasileira, onde se lia “Elis Regina” no lugar de “Ordem e Progresso”, vestiu o corpo da cantora, velado no Teatro Bandeirantes. No dia seguinte, muros do País amanheceram pichados: Elis vive.

Fonte: Brasil-Almanaque de Cultura Popular

Comentários