Ministério das Comunicações libera Rádios de Políticos e Igrejas

Uma reportagem publicada pela Folha de São Paulo, demonstra que o número de concessões de emissoras de rádio triplicaram durante o período eleitoral, a maioria ligada a políticos ou igrejas.

João Paulo Malerba, representante nacional da Associação Mundial de Rádios Comunitárias (AMARC) acredita que estes dados indicam como “historicamente as concessões são usadas como moeda política”.
Ele cita como exemplo o final do mandato do ex-presidente José Sarney, quando muitas concessões também foram distribuidas indevidamente. João lamenta que mesmo num governo democrático a ilegalidade nos processos de concessão continue.
A reportagem demonstra que das 183 emissoras rádio comerciais e educativas que foram beneficiadas com as concessões, 57% possuem vínculos com políticos ou igrejas.
O representante da AMARC também lembra da situação das rádios comunitárias, que enfrentam bastante dificuldade em obter a concessão de funcionamento. “Apenas as rádios comunitárias ligadas a políticos têm o processo agilizado”, afirma João.
Ele ainda ressalta que essas práticas fazem com que os meios de comunicação sejam usados como "palanque" político ao invés de colaborarem para a democracia, fomentando diálogos e debates de idéias.
João critica o fato do Ministério das Comunicações concentrar todo o processo de conessões no Brasil.
Na Argentina por exemplo, são realizadas audiência públicas antes da liberação das licenças.

lc (pulsar)
16/08/2010

Audio:
João Paulo Malerba, representante da AMARC Brasil, fala sobre os prejuízos caudados pelas concessões de rádio dadas a políticos e igrejas para a sociedade


Fonte: Pulsar Brasil

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