Cordel em homenagem à Portela e Império Serrano


Confira esta homenagem em Poema de Cordel do Aderaldo Luciano às Escolas de Samba Campeãs do Desfile do Rio de Janeiro. Portela (Grupo Especial), Império Serrano (Série A) e Madureira (Bairro dessas Escolas).
Foi ao Ar neste Sábado no Quadro ❝Cordel de Notícias❞ no Programa Sa-ba-da-ba-dooo do David Rangel na Rádio Globo do Rio de Janeiro.

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  • Homenagem em Cordel
  • Samba E. Portela 2017
  • Samba E. Império S. 2017


Aderaldo Luciano Aderaldo Luciano é paraibano de Areia e todo o seu percurso acadêmico é voltado para o cordel.
Ele é formado em Letras pela UFPB e tem pós-graduação e pós-doutorado pela Universidade Federal do Rio de Janeiro.
Além de pesquisador, Aderaldo também é professor e poeta. Seus estudos são dedicados aos conceitos fundamentais da poética do Nordeste.

Oi arrebenta o Show do Antonio Carlos tá completando quarenta

As tradicionais marchinhas de carnaval embalaram o desfile do Bloco ❝Show do Antônio Carlos❞, que está comemorando os 40 anos do Programa de Rádio.
O desfile, que começou na Rua do Russel, na Glória, atraiu cerca de cinco mil foliões, segundo os organizadores.

No alto do Trio Elétrico, o Locutor da Rádio Globo brincava com a multidão.
Tô felicíssimo! Todos os meus ouvintes estão aqui! Não sei se aguento mais 40 anos, mas esse bloco ainda vai ter vida longa! - garantiu.

Apresentador Antônio Carlos levou cerca de cinco mil foliões no bairro da Gloria. Foto: Cléber Júnior

Veja o Video do ❝Toninho Bondade❞ com cenas do Estúdio do Programa Especial de Carnaval e o desfile do Bloco.

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Confira a letra da marchinha ❝Antonio Carlos arrebenta❞:
Autor: Waldemar Mandarino FilhoWaldemar Mandarino Filho

OI ARREBENTA
OI ARREBENTA BIS
O SHOW DO ANTONIO CARLOS
TÁ COMPLETANDO QUARENTA
II
QUARENTA ANOS
DE PURA DEDICAÇÃO
REI DA COMUNICAÇÃO
ALEGRANDO O PESSOAL
NA RÁDIO GLOBO
DE SEGUNDA A SEXTA FEIRA
A AUDIENCIA É A PRIMEIRA
PARABÉNS, NÃO TEM IGUAL
OI ARREBENTA ...
OI TEM JUJU TEM
GELCIO CUNHA TAMBEM..
TEM TONINHO MALVADEZA
ZORA YONARA TEM
PUDICA TAMBEM
É UMA TURMA NOTA DEZ COM CERTEZA
OI ..

JB AM-Arte Final Jazz 26maio86-Convidado Especial (Enrico Rava)

Relíquia de Flavio Raffaelli, compartilhada pelo Jota Carlos.

Programa Arte Final Jazz exibido em 26/05/1986 na JB AM - Convidado Especial: Enrico Rava, produzido por José Domingos Raffaelli, Jota Carlos e Célio Alzer com apresentação de Maurício Figueiredo.


No Tempo em que Mídia era somente "Meio de Comunicação"

Beto Metri, 16/09/2009
Quero deixar que minhas lembranças venham livres
Não quero me preocupar com datas, nem com a ordem cronológica dos fatos. Quero somente recordar e fazer com que as pessoas que vierem a ler este texto, revivam, como eu vou fazer agora, os bons tempos, sem internet, sem vídeo games.
O Rádio e a TV eram companheiros de algumas horas do dia. Serviam de rumo para as conversas que tínhamos quando nos encontrávamos. Conversas de amigos, bate-papo de namorados. Sem essa de ter vergonha de assistir a determinados seriados ou programas. Tudo era permitido. Crianças e adolescentes se encontravam em frente à TV. Famílias se reuniam em torno do rádio para escutar as novelas da Rádio Nacional.
Jerôniimo, o herói do sertão, O anjo, O Cavaleiro da noite mexiam com nossa imaginação nos inícios de noite da Rádio Nacional. Como não existia a imagem, nossa imaginação é que dava o tom . A sonoplastia nos fazia viajar no meio de temporais, no arreio de um cavalo ligeiro, num carro que corria por uma estrada. Quase nos escondíamos debaixo da mesa quando ouvíamos o bem feito barulho de um trovão.
Luiz de CarvalhoComo hoje identificamos um ator ou atriz pela imagem, naquela época sabíamos bem quem era somente pela voz.
E a voz que nos conquistava era a do Luiz de Carvalho, nas manhãs na Rádio Globo, quando, desejando, saúde, paz e amor, comandava o Programa Luiz de Carvalho.
Haroldo de AndradePorém, quando ouvíamos os primeiros acordes do Concerto número 1 para piano e orquestra de Tchaikovsky, já sabíamos que o programa Haroldo de Andrade estava começando
A Rádio Tupi de São Paulo tinha o Barros de Alencar que, em meio aos sucessos brasileiros, intercalava suas gravações.
À tarde, na Rádio Globo escutávamos os sucessos apresentados por Roberto Muniz. As músicas eram colocadas em votação e, no Peça Bis ao Muniz, as mais votadas eram tocadas outra vez para nosso deleite.
Julio LouzadaE o Júlio Louzada? Quando caía a tarde, com a leitura da oração da Ave Maria e ao som da Ave Maria de Gunot, interrompíamos nossas brincadeiras, mamãe parava seus afazeres, papai até se ajoelhava. Julio Louzada era o companheiro obrigatório em nossa casa na hora do ângelus. Logo em seguida, ele começava a dar conselhos no programa que eu acho que se chamava “Pausa para Meditação”.
Era nesse momento que a criançada mais ficava ansiosa. Torcia para acabar a pausa para começar a ouvir as aventuras do Jerônimo ou do Anjo.
Heron DominguesNossos pais também acompanhavam as aventuras mas queriam mesmo era ouvir o Heron Domingues, no Repórter Esso, que depois passou a ser apresentado na TV. Gontijo Teodoro era quem nos dava o “boa noite”do alô, alô, Repórter Esso.
Mas a TV era muito mais do que o noticiário. Era a musa Neide Aparecida estalando os dedos e anunciando “To-ne-lux!”
A televisão era um luxo que nem todos podiam ter. A casa da vizinha era nossa sala de estar. E as televiszinhas eram nossos aparelhos. As janelas ficavam apinhadas de gente até a hora em que o dono da casa pedia desculpas e licença, pois estava na hora de dormir e ia desligar a TV e fechar as janelas.
Os aparelhos de rádio cobertos com toalhinhas de crochê, competiam com os pingüins em cima das geladeiras frigidaire ou hotpoint, na maioria das vezes ocupando lugar de destaque nas copas e salas de jantar.
Num canto, as enceradeiras com três escovas, vestidas com uma capa de “matéria plástica” enfeitada com laços e pregas, mantinham por muito tempo o perfume da cera que as empregadas passavam em toda a casa, esperavam secar, passavam as escovas da enceradeira e depois , com um escovão por cima de um pedaço de cobertor velho, davam brilho no assoalho até que ficasse como um espelho.
Ladeando as passadeiras de borracha, colocavam-se folhas de jornal para que ninguém deixasse marcas de pés e pegadas nos cantos por onde passasse.
No banheiro, cheirinho de sabonete eucalol. Escovas de dente, melhor só a TEK. Creme dental, tinha que ser Kolynos. (Ah!!!!!) Nos cabelos shampoo milk da Niasi era o melhor. Perfumes, só mesmo da Mirurgia. E as perucas Lady??? Outra vez, a Neide Aparecida.
Na TV, Neide ainda apresentava o Neide no país das maravilhas. Tinha também o teatrinho trol, onde Paulo Autran, Marília Pêra e muitos outros grandes também atuavam.
Jota Silvestre apresentava O Céu é o Limite. Eu me lembro bem da Micheline que respondia sobre o Egito e da noivinha da Pavuna. Como a gente torcia para que ninguém errasse as respostas!!!
No sábado era a vez de Bonanza, com a Família Cartwright defendendo a ordem e os bons costumes.
Depois, nos domingos, t]acompanhávamos o Homem de Virgínia,
Quando recomeçava a semana, a meninada esperava ansiosa:
- Alô, alô, Sumaré. Alô, alô, Embratel.Alô, Intelsat Quatro. Alô criançada do meu Brasil. Aqui quem fala é o Capitão Aza, comandante e chefe das forças armadas infantis do Brasil.
Com óculos escuros, capacete com um “A “ com asas, muitas medalhas no peito da farda, Capitão Aza aparecia cantando uma musiquinha que falava: “pela trilha da esperança eu vou cantando o amor e a paz, eu vou cantando o amor e a paz”.
Era tempo da ditadura militar. Mas , para a criançada que assistia a TV era divertido.
Ajudado por uma garotinha chamada Martinha e por um boneco a quem chamava Pedroca, Capitão Aza animava nossas tardes na TV Tupi com desenhos animados onde a violência não tinha vez.
Quando não era o Capião Aza, Tia Cidinha ,ou Tia Iara, comandava o Pullman Junior, duas vezes por semana no fim das tardes da extinta TV Rio. Enquanto a meninada comia bolos Pullman nos estúdios, Tia Cidinha fazia algumas brincadeiras, auxiliada pelos palhaços Torresmo e Pururuca,para depois a gente, em casa, assistir a muitos desenhos. Ainda não existia a novela das seis.
Também era muito emocionante acompanhar “Perdidos no espaço” com as aventuras da família Robinson vagando pelo espaço, enfrentando muitos perigos, seres de outros planetas e de outras galáxias, aterrissando em planetas cada vez mais distantes e diferentes da terra, cheios de monstros. Quando conseguiam fazer a nave funcionar, e já estavam quase voltando para a terra, acontecia outro imprevisto, outra pane e tudo voltava a ser como antes. E novos perigos eram enfrentados.
E as Aventuras Submarinas” com Mike Nelson, um oficial da marinha, vivido por Lloyd Bridges? Todos os dias era uma nova aventura e uma mensagem ecológica, sobre os oceanos, numa época em que a poluição e o efeito estufa ainda não eram tão evidentes.
Falando nisso, a gente se lembra também de “ Viagem ao fundo do mar,” a bordo do submarino Seaview, comandado pelo Almirante Nelson. A tripulação também viveu grandes e perigosas aventuras e nós, meninos e meninas da época, nos embrenhávamos até o mais profundo dos oceanos. Era nossa fantasia que nos levava a viajar mais e mais.
Enquanto isso, Roberto Carlos já comandava a Jovem Guarda, Flávio Cavalcante fazia o calouro tremer com seu corpo de jurados, formado por José Fernandes, Mister Eco, Sergio Bittencourt, Nelson Mota, Marisa Urban, Márcia de Windsor, dentre outros. Chacrinha comandava a massa e buzinava a moça. “Quem quer bacalhau?”gritava para a platéia que se acotovelava para ver Jerry Adriane , Wanderley Cardoso, Ronie Von , Nalva Aguiar, Leno e Lilian, Renato e Seus Blue Caps, e muitos outros.
Blota Junior brincava com cantores e compositores no”Essa Noite se Improvisa”.
Zorro, de capa e espada e Zorro do oeste americano eram atrações. Jim das Selvas e Daniel Boone levavam nossas fantasias para a Ásia e para o interior da América do Norte, National Kid era o nosso mais emocionante super-herói. Ele voava. Como voava também a nossa imaginação.
Há muito mais para recordar, mas fica para uma outra vez.
O coração está apertado de saudade. Mas muito feliz por saber que já presenciou tanta coisa boa , tanta coisa tão simples, mas que proporcionou muitas e grandes felicidades.
Dá até para contrariar o compositor:
Eu era feliz e sabia.

Fonte: Beto Metri, Palma e histórias

100º Aniversário do primeiro Samba ❝Pelo Telefone❞

Geisa Fernandes, 26/01/2011
Antes de ❝Pelo Telefone❞ (apenas a música) ser registrado na Biblioteca Nacional, em 1916, por Ernesto Maria dos Santos (Donga) com o gênero de ❝samba❞, pelo menos dois outros sambas já haviam sido gravados: ❝Em casa de baiana❞ (Alfredo Carlos Brício, 1913) e ❝A viola está magoada❞ (Baiano, 1914).
❝Pelo Telefone❞, entretanto, fez mais sucesso e fixou o nome ❝samba❞ como um dos gêneros centrais da música popular urbana no Rio de Janeiro.
Na realidade, o que se cantava nas casas das tias baianas, como Ciata, eram lembranças de festas nordestinas, intercaladas com improvisos de momento, verdadeiras colchas de retalho melódicas. Quase nada tinham em comum com o que hoje conhecemos como samba.
Bahiano (Manuel Pedro dos Santos)O mote que deu origem à letra cantada por Bahiano e fixada em cera na Casa Edison, em 1916, dizia respeito à polêmica proibição dos jogos de azar pelo chefe de polícia Belizário Távora ocorrida três anos antes e à cobertura jornalística dada ao caso pelo jornal A Noite, cuja redação estava localizada no Largo da Carioca. Dois repórteres instalaram uma roleta na calçada em frente à porta do jornal e documentaram a jogatina, com intuito de desmoralizar a nova lei.
Não só os jogos de azar eram perseguidos pela polícia. Manifestações populares, sobretudo as dos ex-escravos e seus descendentes, sofriam o mesmo tipo de repressão, conforme o documento datado de 25 de setembro de 1918, assinado pelo então chefe de polícia Aurelino Leal:
❝Providências para a Festa da Penha. Uma força da Brigada Policial composta por 10 praças de infantaria e 6 de cavalaria seguindo uma outra de 30 praças de infantaria e 20 de cavalaria. Recomendo-vos, outrossim, que absolutamente não permitais o divertimento denominado ❝Samba❞, visto que tal diversão tem sido a causa de discórdias e conflitos.❞ (Arquivo Nacional, Ijj6-678)

Fontes: A Síncope das Ideias, de Marcos Napolitano (Perseu Abramo, 2007). Samba de Sambar do Estácio, de Humberto Franceschi (IMS, 2010).
Leia mais em Pelo Telefone (1916)

Play list
  • 1917-Bahiano e Côro
  • Donga - Pelo Telefone
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1965... Rio 400 - Rádio Globo 22 - TV Globo início

 1965
 IV Centenário do Rio de Janeiro
 Início das Transmissões da TV Globo
 1966
 Aniversário de 22 Anos da Rádio Globo

Cultura e Música
Década de 60 - O rádio AM assume as caraterísticas atuais. No lugar dos programas de auditório, aparecem programas de variedades comandados por locutores de boa voz e excelente estilo comunicativo. Haroldo de Andrade na Rádio Globo se torna o destaque.
Se popularizam os programas esportivos e os policiais - destaque para "Cidade contra o crime", da Super Rádio Tupi, apresentado por Samuel Correia e, num outro segmento, surgem as AMs de hit-parade, antecipando o formato "adulto contemporâneo" das FMs. A Rádio Tamoio AM era uma delas.

Outra emissora AM se tornava um marco do gênero, a Rádio Mundial AM, do Sistema Globo de Rádio, que em seus quadros tinha o lendário DJ Big Boy, depois repórter do jornal "Hoje" (Rede Globo) e coordenador da Eldo Pop FM, rádio de rock dos anos 70. Big Boy faleceu de ataque cardíaco com apenas 32 anos, em 1977, mas depois de dar sua forte contribuição em prol da divulgação da música norte-americana no Brasil.

Durante a época do golpe militar de 1964, que derruba o presidente João Goulart, diversas rádios do país tentam conclamar o povo brasileiro a se manifestar contra o regime. Entre 1964 e 1968 há diversas tentativas de contestação do regime, que no entanto se fortaleceria com o Ato Institucional Nº 5, anos depois.

A Jovem Guarda encontrava no rádio AM um espaço complementar ao da TV (vide o famoso programa que batizou o movimento e era transmitido pela TV Record, apresentado pelo cantor Roberto Carlos), e o programa do compositor, empresário e jornalista Carlos Imperial, "Hoje é dia de rock" (apesar do título, sabe-se que a Jovem Guarda era mais pop do que rock, e este estava na mesma época mais audacioso do que imaginavam os jovens brasileiros em sua maioria), se tornava um grande sucesso de audiência.
Era o rádio AM em seus momentos de "rádio jovem", algo que causa estranheza nos adolescentes da década de 90. O fenômeno da Jovem Guarda existia desde 1959, quando foram lançados os sucessos "Banho de Lua" e "Estúpido Cupido", na voz de Cely Campello. Só não tinha este nome. No ano seguinte, nomes como Renato & Seus Blue Caps, Demétrius e Sérgio Murilo apareciam fazendo o mesmo tipo de som, uma leitura brasileira do rock dos anos 50, com forte influência da música jovem italiana, sucesso entre os anos 50 e 60. Foi preciso a suspensão das transmissões esportivas da TV Record, em 1964, para ser criado um programa que batizaria e consagraria o gênero: "Jovem Guarda", apresentado pelo ídolo Roberto Carlos. Era um estilo ingênuo e conservador, comparado com o rock que era feito nos EUA e Reino Unido, às vésperas do psicodelismo, mas até para ser contestado pelos fãs mais exigentes de rock a Jovem Guarda teve sua razão de ser.
Leia mais sobre esse assunto em Uma breve História do Rádio AM no Brasil


Por Bruno Amorim / Rodrigo Bertolucci 16/11/2014
RIO — Enquanto ouvia “O trem das onze”, de Adoniran Barbosa —a música mais tocada nas rádios em 1965—, o carioca ainda tentava se acostumar com o seu novo status: havia cinco anos que o Rio deixara de ser a capital do país, devido à transferência do governo central para Brasília. As noites não eram mais na Lapa, mas na Copacabana da boate Le Bateau, com música pop a cargo dos DJs Big Boy e “Messiê Limá". Também era preciso se acostumar com o novo presidente, general Castelo Branco, empossado um ano antes, e com o novo regime, que ainda endureceria. Mas no aniversário de 400 anos, o Rio também ganhou presentes que ajudam a contar sua história, entre eles o Aterro do Flamengo, uma das mais importantes intervenções urbanas da cidade.
Construído com o material de desmonte do Morro de Santo Antônio, o Aterro é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e deu novo perfil à cidade.
Mas não foi só o parque que marcou o quarto centenário do Rio. O Museu da Imagem e do Som (MIS), na Praça Quinze, também foi um presente para a Cidade Maravilhosa. No entanto, o prédio que abriga o museu foi construído bem antes, para a exposição de 1922, que festejava o centenário da Independência do Brasil.
Leia mais sobre esse assunto em O Globo - Lembranças dos 400 anos do Rio de Janeiro

Por Henrique Veltman 03/05/2005
Logotipo da TV Globo 1965Eu estava lá, escrevia vários programas na Rádio Globo, dirigida então pelo Mário Luís, Rubem Amaral (Rubem Isaac Israel) e por meu irmão Moysés Veltman (A Escolinha do Caçula, Radio Folhinha Ford, A Cidade contra o Crime, entre outros). Corria o ano de 1962. E Roberto Marinho conseguiu do então presidente Jango Goulart a concessão do canal 4, que originalmente seria da Rádio Ministério da Educação.
Para montar a TV Globo, Roberto Marinho teve o apoio técnico e financeiro da Rádio Globo. Durante três ou quatro anos, todo o faturamento da rádio era investido na construção da telemissora. E uma figura notável destacou-se nesse período – a do general Lauro Medeiros, que havia sido chefe das Comunicações do Exército.
Antes de contratar Walter Clark e, mais tarde, outros executivos do ramo, convocou os profissionais que tinha à mão. Rubem Amaral, Mauro Salles e Moysés Weltman, foram os pioneiros da nova emissora.
A verdadeira história da Globo
Leia mais sobre esse assunto em Observatório da Imprensa - A verdadeira história da Globo

FGV CPDOC
Haroldo de Andrade e auditório no Programa Haroldo de Andrade. TV GloboEm 1965 estreou o Programa Haroldo de Andrade, desde então o campeão de audiência no horário das nove às 12 horas, de segunda a sexta-feira. Com debates e prestação de serviços, o programa tornou-se um dos mais cobiçados espaços da mídia carioca para a veiculação de opiniões e para a popularização de produtos e imagens públicas.
Seu titular passou a ser freqüentemente lembrado como alternativa de candidatura para cargos eletivos na cidade e no estado. Em 1977 foi premiado como “Melhor Programa da América Latina” pelo X Fórum Internacional de Programação de Rádio. No mesmo ano, Haroldo de Andrade foi apontado como a “Maior Personalidade do Ar” pela revista norte-americana Billboard, especializada em música e show-business.
Leia mais sobre esse assunto em FGV CPDOC

Maracanãzinho. O governador Carlos Lacerda corta o bolo em homenagem aos 400 anos do Rio
Concurso. Candidatas à Rainha do IV Centenário do Rio de Janeiro Maracanã. Barbosinha, capitão do Vasco, ergue a taça do Torneio Internacional do IV Centenário, após a goleada de 4 a 1 sobre o Flamengo
Automobilismo. O Grande Prêmio IV Centenário, no Circuito da Barra da Tijuca Sede da TV Globo. A emissora começou a funcionar em 26 de abril de 1965

Fotos do Acervo O Globo e Internet, Audios cedidos por Amigos e Internet.

Os Melhores do Rádio Carioca - The End


Gente, a Eleição dos Melhores do Rádio Carioca não terá continuidade.
A Era do Rádio chegou ao fim.
Neste ano que está terminando, deixaram de existir no Dial do Rio, a Rádio Cidade e a Nativa.
Assim como o Estado e o País, Grandes Rádios estão em crise financeira, demitindo funcionários e substituindo seus Astros por outros de menor custo ou simplesmente viram uma Rádio Vitrola com um Player de (Zap Zap).
Ficam as memórias das Eleições anteriores que podem ver neste link:
Melhores do Rádio Carioca

Ranking das Rádios do Rio de Janeiro


Acompanhe a posição das Rádios do Rio de Janeiro com base na Audiência.

Melodia
FM O Dia
Tupi AM+FM
Globo AM+FM
JB FM
93FM
Mix FM
Fanática FM
MPB FM
Sulamérica Paradiso
Bandnews FM
CBN AM+FM
Fonte: Rádio de Verdade

Ouça Rádios Online no Jabadobom

Tem uma nova Aba no Portal dos Radialistas com um Painel onde pode ouvir Rádios Online.
No momento já temos 42 Rádios linkadas:
Rio de Janeiro - Mix FM, Antena 1, CBN, Mania FM, Globo, Nacional AM, MEC FM, JB FM, SulAmérica Paradiso e FM O Dia.
São Paulo - Alpha FM, Band FM, Nativa FM, Metropolitana FM, Vanguarda FM, Vanguarda AM, Eldorado FM, Energia FM, Jovem Pan FM, Jovem Pan AM, Lumen FM, Transamérica Pop e Saudade FM.
Minas Gerais - BH FM, Colonial FM, Cultura AM e 98 FM.
Porto Alegre - Gaúcha e 104 FM.
Curitiba - Massa FM e Caiobá FM.
Santa Catarina - Regional FM.
Vários Estados em Rede - Antena 1.
Web - Cidade, Dance Bem e Planeta Rei - Rio de Janeiro.
Outros Países
Alemanha - Web Gold FM
Itália - Antena 1 - Roma
Angola - Web Ngola Radio FM e Web FamaStar
Portugal - Radio 5 e Radio Cidade
Estados Unidos - Kiis FM


Confira neste Link: jabadobom.com.br/blogsite/radios_ao_vivo.html

Carta a Roberto Marinho e Chatô em favor de Adelzon Alves-Marceu Vieira

Hoje é o Dia do Mestre Adelzon Alves, 77 Anos. Meus parabéns, felicidades e um grande abraço deste seu Fã - Claudino

Publicado em 22 de julho de 2016 by marceuvieira

Caros doutores Roberto Marinho e Assis Chateaubriand.

Escrevo aos senhores, que foram donos do Brasil e tiveram os políticos sob seus pés – os maus políticos, vá lá, o que tornou suas biografias ainda mais interessantes -, bom, escrevo aos senhores como um último recurso.

Adelzon Alves, 76 anos, 77 daqui a pouco, 55 deles à frente de microfones de rádio, o nosso Adelzon, patrimônio da radiofonia brasileira, profissional que, de modo sobrenatural, consegue reunir excelência e bondade, o Adelzon, enfim, está fora do ar desde a última terça-feira, 20 de de julho.

Isso é um absurdo. Peço a ajuda dos senhores.

Na verdade, já era quarta quando foi ao ar pela última vez. Porque, como os senhores devem se lembrar – mais ainda o doutor Roberto, que foi patrão dele -, Adelzon é o “amigo da madrugada”. Apresenta, com este nome, “Amigo da Madrugada”, um programa desde 1966.

Caso o doutor Chatô não recorde, pois se foi daqui em 1968, e só conviveu dois anos com o sucesso do Adelzon, rogo ao doutor Roberto que confirme a minha descrição. Adelzon Alves é o principal radialista da história da MBB (Música Boa Brasileira). Trabalhou na Rádio Globo por 26 anos. Teria saído de lá (perdoe a indiscrição, doutor Roberto) depois que um sambista cismou de criticar a construtora Odebrecht no ar.

No dia seguinte, segundo relato de gente da época, o Adelzon nem da portaria da emissora da Rua do Russel 434 pôde passar. Águas passadas, doutor Roberto, o tempo as absorve e as absolve – e desconfio mesmo que o senhor não permitiria coisa assim hoje em dia, se por aqui ainda estivesse.

Adelzon é um homem pobre, espero que ele releve a minha inconfidência. Vinha ganhando um salário inacreditável na Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), braço do governo federal a que a Rádio Nacional, onde ele trabalha, está submetido.

Aliás, trabalhava. O contrato furreca dele, de R$ 5 mil mensais brutos, não descontados o que ele paga mensalmente de ISS e a um contador, expirou dia 20 – e a EBC não quis renová-lo. A estatal alegou que o país está em crise, que o orçamento da emissora anda prejudicado, e expurgou o nosso “amigo da madrugada”.

Doutor Roberto, doutor Chatô, não duvidem de mim. Adelzon, que nem celular tem, nunca tirou férias, nem descansou em feriado. Mora na Pedra de Guaratiba, bairro humilde da Zona Oeste do Rio, e, até anteontem, ia trabalhar todas as noites de trem. Tomava um ônibus até Santa Cruz, e dali embarcava no comboio da SuperVia.

Na volta, depois de três horas de programa, da meia-noite às 3h, caminhava até a Central do Brasil pra pegar um BRT. Chegava em casa às 5h da manhã.

Nunca reclamou disso. À família, sempre disse ter um compromisso com a “música brasileira verdadeira”.

Peço ajuda aos senhores pra que intercedam, daí, de onde estão agora, e este crime de lesa-música seja revertido.

Em plena era das descobertas de imensas corrupções, quando milhões de reais públicos são desviados pra contas na Suíça, e outros bilhões igualmente nossos financiam as Olimpíadas do Rio ou maluquices como a Hidrelétrica de Belo Monte, não é possível que não haja R$ 5 mil no orçamento da EBC pra manter no ar o programa do Adelzon.

Nesta segunda-feira, 25 de julho, ao meio-dia, uma roda de samba promete se formar na Rua Gomes Freire, Centro velho do Rio, em frente ao prédio da EBC, num protesto contra atitude tão mesquinha de subalternos do governo provisório de Michel Temer.

Doutor Roberto, doutor Chatô, os senhores, que foram donos do Brasil e souberam como ninguém criar e conduzir o poder das rádios, os senhores precisam nos ajudar nesta causa.

O Adelzon, sabe bem o doutor Roberto, foi contratado pela Globo, em 1964, pra falar de ieieiê e jovem guarda. No entanto, pôs no ar sambistas do morro, como Cartola, Candeia, Nelson Cavaquinho, Zagaia, Silas de Oliveira, Geraldo Babão, Djalma Sabiá…

O Adelzon, praticamente, lançou Paulinho da Viola e Martinho da Vila.

Coisa parecida, doutor Chatô, com o que fez na sua querida (e nossa também) Rádio Tupi o locutor Salvador Batista.

Adelzon doou ao Brasil o sucesso de Clara Nunes. Lançou João Nogueira (saudade), Roberto Ribeiro (saudade também) e ainda Dona Ivone Lara e ainda Wilson Moreira e ainda tantos e tantos mais.

No programa dele, despontaram Zeca Pagodinho, Almir Guineto, muita gente. Não é possível que façam com ele o que estão fazendo agora.

No início dos anos 1970, Adelzon pôs em seu programa o eterno e grandioso Jackson do Pandeiro – e o resultado foi que a música nordestina se reaqueceu, e Jackson perdurou oito anos com nosso radialista no ar. Graças a esse gesto, vieram novas gravações de Luiz Gonzaga, só pra citar mais um mito.

Doutor Roberto, doutor Chatô, conto com os senhores, que foram donos do Brasil e souberam fazer rádios como ninguém, e tiveram sob seus pés os políticos – sobretudo, os maus e os mesquinhos e os avarentos. Conto com os senhores.

O Adelzon, que é figura maior e iluminada e desapegada das coisas terrenas, não está pedindo ajuda, nem nada. Quem estamos somos nós. Humildemente, somos nós. Em nome do bom rádio brasileiro, humildemente, somos nós.

Com respeito, acolham este tão sincero rogo e aceitem, por favor, o cumprimento, embora desimportante, deste cronista digital. - Marceu Vieira

Marceu Vieira é jornalista, compositor, ficcionista e cronista do cotidiano. Iniciou-se no jornalismo na extinta "Tribuna da Imprensa" e seguiu na profissão, sempre repórter em tempo integral, nas redações de "O Nacional", "Veja", "O Dia", "Jornal do Brasil", "Época" e "O Globo". Hoje, é jornalista independente.

05 de Setembro de 2012 - Mensagem de Aniversário dos Companheiros do Rádio do Paraná.
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Depois de diversos Blogs – Marceu Vieira, Tijolaço, Jornal GGN – terem criticado a retirada do ar do programa “O Amigo da Madrugada”, de Adelzon Alves, a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) decidiu renovar o contrato com o radialista que há 55 anos domina as madrugadas do Rio - Marcelo Auler.

Rádio Nacional Rio de Janeiro, 1.130KHz
Adelzon Alves, O Amigo da Madrugada
O samba de raiz, as histórias da nossa música, seus autores e intérpretes, e um bom papo com a melhor companhia para as suas madrugadas é com o produtor musical e apresentador Adelzon Alves. Ouça de terça a sábado, da meia-noite às 3h.